
Lisboa, 29 jul 2026 (Lusa) — O PCP considerou hoje que há “pontas soltas” nos esclarecimentos prestados pelo ministro da Administração Interna, LuÃs Neves, sobre as polémicas em que tem estado envolvido, e quer ouvi-lo na Assembleia da República.
Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo dirigente do PCP António Filipe, na Assembleia da República, na sequência da conferência de imprensa do ministro da Administração Interna, LuÃs Neves.
Questionado se LuÃs Neves tem condições para se manter no cargo, o dirigente do PCP remeteu a questão para a exclusiva responsabilidade do primeiro-ministro e sugeriu que LuÃs Montenegro está numa situação “relativamente fragilizada” para exercer “exigência ética” sobre os membros do Governo PSD/CDS-PP, pelos seus “negócios familiares” e pela “ocultação de obrigações declarativas”.
Em nome do PCP, António Filipe defendeu que as explicações dadas hoje por LuÃs Neves “não substituem a necessidade de, na Assembleia da República, o ministro da Administração Interna ter de se submeter à s questões que sejam colocadas pelos deputados”, quando for possÃvel.
O dirigente do PCP considerou que as declarações do ministro foram “manifestamente tardias” e deixaram “pontas soltas que manifestamente carecem de um maior esclarecimento”.
“Relativamente à quilo que se relaciona com as obras na casa do ministro [com recurso a uma empresa que fez várias obras para a PolÃcia Judiciária (PJ) durante os mandatos de LuÃs Neves] e o incumprimento das suas obrigações declarativas, há no mÃnimo uma grande ligeireza”, apontou.
Sobre o atrelado apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga que foi transportado para armazenamento nessa mesma empresa, a Construbarcelos, António Filipe manifestou “uma grande incompreensão quanto à impossibilidade de se encontrar uma solução no âmbito do Estado”.
“É um ato de gestão que, de facto, não se compreende”, comentou.
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