
Lisboa, 03 mar 2026 (Lusa) – Os ‘patrões’ apontaram hoje as “próximas duas semanas” como prazo para concluir, com ou sem acordo, as negociações sobre a lei laboral, enquanto UGT disse que “há ainda pedra a partir” e que “é o tempo que for necessário”.
“Diria que os parceiros estão de acordo (..) que se este processo não for concluído nas próximas duas semanas, porventura não vale a pena estendê-lo mais porque vamos entrar num ciclo vicioso”, afirmou o presidente da CIP, à saída da reunião plenária da Comissão Permanente de Concertação Social, que decorreu hoje.
Segundo Armindo Monteiro, esse é “o tempo certo”, dado que as negociações sobre a legislação laboral estão a ser discutidas entre Governo e parceiros sociais “há sete meses”.
A posição foi partilhada pelo presidente da CTP, Francisco Calheiros, que disse acreditar que estão “na fase final” dado que o Governo já sinalizou que não vai eternizar a discussão na Concertação Social, pelo que “no máximo esta semana ou na próxima irá haver fumo branco, se há acordo ou se não há acordo”.
Já o presidente da CCP disse acreditar que “dentro de algumas semanas” será possível chegar-se à conclusão se “é possível ou não” um acordo.
Também a ministra do Trabalho disse, à saída da reunião, que Governo e parceiros sociais estão “mais próximos do fim do que do princípio” na discussão das alterações à lei laboral, ainda que tenha recusado fixar um prazo para as negociações serem dadas por terminadas.
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