
Praia, 24 nov 2025 (Lusa) — A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) anunciou hoje que vai criar um governo-sombra, composto por nove membros, para fiscalizar a ação do executivo, propor soluções de governação e preparar quadros qualificados para o futuro do país.
“Hoje, apresentamos pela primeira vez na história da nossa democracia um órgão plenamente estruturado para funcionar como governo-sombra, acompanhado por um grupo parlamentar preparado para oferecer ao país uma alternativa moderna, competente e responsável”, afirmou, em conferência de imprensa, João Santos Luís, presidente do terceiro partido da Assembleia Nacional, com quatro deputados.
O governo-sombra terá como missão reforçar a democracia e focar-se em áreas estratégicas como juventude, emprego, ou economia digital, entre outras, disse.
A equipa será liderada pelo próprio líder da UCID, que acumulará as áreas de finanças, transportes, turismo, administração interna e justiça.
Outras pastas a distribuir incluem economia, educação, saúde, juventude, cultura, mar, agricultura, desenvolvimento digital, cooperação internacional, migrações e ambiente.
A apresentação da lista completa de nomes foi remetida para breve.
O grupo será ainda constituído por dirigentes partidários, académicos e técnicos.
O plano de trabalho inclui reuniões semanais, produção de notas setoriais e propostas de lei.
Cabo Verde prepara-se para realizar eleições legislativas, em 2026, que deverão ser agendadas para uma data entre abril e junho.
A Assembleia Nacional é composta atualmente por 72 deputados, 38 do Movimento para a Democracia (MpD), 30 do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) – sendo estes os dois partidos que, até hoje, se têm alternado no poder – e quatro da UCID.
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