
Budapeste, 12 abr 2026 (Lusa) — A participação dos húngaros nas eleições de hoje atingiu os 66% pelas 15:00, segundo o balanço oficial divulgado a quatro horas do fecho das urnas, acima dos 53,75% do sufrágio de há quatro anos.
Os dois nomes apontados à vitória, o ultraconservador Viktor Orbán (Fidesz), primeiro-ministro desde 2010, e o principal opositor, Péter Magyar (Tisza), votaram pela manhã, num dia em que as urnas ficam abertas até às 18:00 de Lisboa (19:00 em Budapeste).
Os 66% de húngaros que votaram até às 15:00 locais são o registo mais alto já registado no país, batendo os 53,6% de 2018 e os 53,75% de 2022.
Magyar, candidato conservador de 45 anos que há dois anos militava no partido de Orbán, votou pela manhã, em Budapeste, e declarou que “ninguém deve ter medo” de ir votar, para provocar uma “mudança de sistema”, apelidando o regime de “Estado mafioso” e apelando a “milhões de húngaros que façam história”.
Também o atual primeiro-ministro, de 62 anos, reconheceu, ao votar, que estas “não serão as últimas eleições” em que participa, ganhe ou não, e admitiu que cederá o poder se perder.
O momento em que votou foi recebido por protestos de um movimento cívico, que mostrou uma tarja com um bilhete de voo Budapeste-Moscovo, em alusão às ligações do fundador do Fidesz à Rússia.
As sondagens indicam que o parlamento pode integrar apenas três partidos, com o movimento Nossa Pátria (extrema-direita) a assumir um papel determinante.
As sondagens atribuem a vitória ao partido opositor Tisza (centro-direita), liderado por Péter Magyar, que afastaria do poder o Fidesz, de Orbán.
Porém, analistas políticos não arriscaram antecipar o resultado devido ao complexo sistema eleitoral húngaro, que beneficia o partido no poder, após sucessivas alterações legislativas promovidas por Orbán.
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