
Coimbra, 04 mar 2026 (Lusa) — O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Pedro Pimpão, afirmou hoje que uma parte significativa dos territórios afetados pelo mau tempo continuam, mais de um mês depois, sem comunicações.
“As comunicações para nós, neste momento, assumem uma relevância ainda maior, porque um mês depois nós continuamos a ter uma parte significativa do nosso território sem comunicações”, destacou.
A ANMP reuniu esta tarde, em Coimbra, com mais de 150 municípios da região Centro: Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria e Viseu e Dão Lafões, bem como Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela.
O encontro contou ainda com a participação dos secretários de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, e do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, e do responsável da Estrutura de Missão para a Reconstrução do Centro do País, Paulo Fernandes.
Aos jornalistas, Pedro Pimpão aludiu às dificuldades que se continuam a sentir no âmbito das comunicações, com impacto negativo na vida das pessoas e, “ainda pior, nas empresas”, numa altura em que a eletricidade está praticamente reestabelecida.
“Em alguns territórios, como é o meu caso, há famílias e empresas que só há poucos dias tiveram energia elétrica. Ou seja, estiveram mais de um mês sem energia elétrica e percebemos realmente o impacto que isso tem na vida das pessoas, na vida das comunidades”, acrescentou.
Segundo o também presidente da Câmara Municipal de Pombal (distrito de Leiria), os territórios que ainda estão com estas dificuldades, “ainda estão em situação de emergência e precisam de um apoio adicional”.
“Num território com uma população muito envelhecida, isto faz muita diferença, até do ponto de vista do impacto na saúde mental das pessoas”, sustentou.
Aos jornalistas, Pedro Pimpão evidenciou que foi feito um apelo às operadoras, no sentido de reforçarem as equipas que se encontram no terreno a restabelecer as comunicações.
“Esse é mais um apelo que fazemos, no sentido de essas redes serem robustecidas o mais rápido possível”, indicou.
Entre as preocupações dos municípios figuram ainda a limpeza dos caminhos florestais e a requalificação da rede viária, já que o mau tempo deixou “muitas estradas danificadas”.
“A requalificação da rede diária é um investimento financeiro brutal e que não estava previsto. Ou seja, tem de haver aqui, do ponto de vista dos apoios que vierem a ser definidos, uma atenção especial para a rede diária”, alertou.
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