Papa alerta riscos da ia em encíclica

Foto: Envato

Um documento do Vaticano, intitulado “Magnifica Humanitas”, define a posição do Papa Leão XIV sobre a inteligência artificial, ao defender a necessidade de regulação, transparência e salvaguardas éticas.

O texto, divulgado em Roma no dia 29 de maio, coloca a inteligência artificial no centro do debate global sobre o impacto da tecnologia na condição humana.

O Papa Leão XIV afirma que a IA deve ser “desarmada”, expressão que aponta para a necessidade de limites e controlo no desenvolvimento tecnológico.

A encíclica surge num momento de debate crescente sobre o uso da inteligência artificial em universidades, no mercado de trabalho e na criação cultural.

Segundo especialistas citados em análises culturais, o documento ultrapassa o âmbito religioso e entra no debate social e tecnológico, ao levantar questões sobre o que significa ser humano numa era digital.

Entre as reações, a escritora cultural Amil Niazi e a investigadora Judith Ellen Brunton sublinham que o Papa adota um registo mais moral e existencial do que económico ou técnico, o que amplia o impacto da mensagem.

As analistas referem ainda que esta intervenção pode influenciar o debate público sobre a regulação da inteligência artificial, sobretudo em sociedades onde a tecnologia evolui rapidamente.