
O ministro federal do Trabalho esteve ontem num local de construção da LiUNA, onde garantiu que a escassez de trabalhadores é uma “prioridade” para o Governo liberal. O vice-presidente internacional do sindicato, Joe Mancinelli, concorda e diz que é preciso apostar mais na imigração.
O ministro do Trabalho do Canadá diz que abordar a séria escassez de trabalhadores qualificados é uma das “principais prioridades” do Governo federal.
Seamus O’Regan visitou um local de trabalho no centro de Hamilton, onde a União Internacional dos Trabalhadores da América do Norte, também conhecida por LiUNA, está a construir quase 600 unidades de arrendamento em duas torres na King Street do Gore Park.
Joe Mancinelli, vice-presidente internacional do sindicato, diz que só a LiUNA precisa de 30 mil trabalhadores em Ontário o mais rápido possível.
De acordo com o líder sindical, a escassez de mão de obra é “definitivamente uma grande preocupação na indústria”, que põe em causa o arranque e a conclusão de alguns projetos, dentro dos prazos.
Mancinelli acrescentou que também há preocupações sobre se os projetos podem ser concluídos dentro dos orçamentos, principalmente devido a problemas na cadeia de abastecimento.
O’Regan concordou que a escassez de trabalhadores da construção está “a restringir o país”, acrescentando que quer dar formação a “qualquer pessoa interessada”.
Segundo o ministro, o Governo federal está ao lado de organizações como a LiUNA, tendo duplicado o orçamento para centros de formação sindicais.
Mancinelli reiterou que o sindicato tem dado formação a muitos jovens e a pessoas que precisam de aprender novamente, como mulheres e membros das comunidades indígenas. O sindicalista diz que a LiUNA já o está a fazer, mas que isso “não é suficiente”.
Por outro lado, Mancinelli diz que para atrair mais pessoas para o setor rapidamente é preciso apostar mais na imigração.
“A chave, porém, é garantir que os imigrantes estão prontos para vir [para o Canadá] e trabalhar nesta área.”



