Ontário e Quebec entram na sexta vaga da pandemia

Foto: Brian Asare/Unsplash
Foto: Brian Asare/Unsplash

As províncias de Ontário e do Quebec estão oficialmente na sexta vaga da pandemia. As autoridades de saúde de ambas as regiões revelam que o aligeirar das restrições e um aumento no número de casos de Covid-19 fizeram declarar a sexta vaga do vírus.

As autoridades de saúde de Ontário e do Quebec já anunciaram a entrada oficial das duas províncias na sexta vaga da pandemia. Se para o Covid-19 Science Advisory Table de Ontário a situação é “muito clara”, para o Instituto Nacional de Saúde Pública do Quebec, a situação é preocupante.

As autoridades de Ontário dizem que a entrada na nova vaga foi impulsionada pelo aligeirar das restrições de saúde pública na província e frisam que não é uma onda provocada pela subvariante da Omicron, denominada BA.2.

As hospitalizações por Covid-19 em Ontário aumentaram mais de 20% nos últimos dias e a província tem visto, pelo menos, 30 mil novas infeções diárias.

No entanto, o Governo de Doug Ford tem ainda em andamento o levantar das restrições de saúde pública na região. A maioria será suspensa em abril.

Quando o executivo anunciou esses planos, as autoridades de saúde disseram que era esperado um aumento de casos com a flexibilização das restrições e que a província tem agora as ferramentas necessárias, como vacinas e medicamentos, para gerir o impacto da pandemia em Ontário.

Já na província do Quebec, a declaração da sexta vaga da pandemia já era esperada.

Os especialistas em saúde pública dizem que há uma onda de casos e hospitalizações, bem como uma taxa de positividade crescente, impulsionada pela variante BA.2 altamente contagiosa e agora dominante no Quebec.

Embora o aumento diário de casos seja preocupante, as autoridades dizem, por outro lado, que os quebequenses estão muito mais protegidos do vírus agora do que em vagas anteriores. E acrescentam que a província deverá ser capaz de lidar com este ressurgimento.

O Ministério da Saúde do Quebec disse, ainda, que está a monitorizar a situação, recomendando “cautela”, e acrescentando que “nenhuma nova medida de saúde está, neste momento, a ser considerada”.