
Macau, China, 15 mai 2026 (Lusa) — Macau registou em março uma recuperação de 65,3% na aprovação de novos créditos para habitação, segundo dados divulgados hoje pela Autoridade Monetária de Macau.
Os créditos para compra de casa subiram mais de 65,3% em relação a fevereiro, atingindo cerca de 1,09 mil milhões de patacas (115,5 milhões de euros), quase todos concedidos a residentes locais.
Estes valores representam uma recuperação depois de fevereiro ter registado uma quebra de 58,3% face ao mês anterior no volume de empréstimos para habitação.
Já os empréstimos atribuídos a não residentes em março tiveram apenas um peso residual, de 3,39 milhões de patacas (359 mil euros).
Em contrapartida, os créditos comerciais ligados ao imobiliário recuaram mais de 23%, fixando-se em 375,35 milhões de patacas (39,8 milhões de euros), com a maioria destinada a residentes, embora em queda acentuada.
No final de março, o saldo total dos empréstimos para habitação desceu ligeiramente, para 203,9 mil milhões de patacas (21,6 mil milhões de euros), menos 0,4% face ao mês anterior e menos 5,4% em termos homólogos.
O saldo dos créditos comerciais caiu para 134,72 mil milhões de patacas (14,3 mil milhões de euros), menos 1,1% em relação a fevereiro e menos 9,2% face ao mesmo mês de 2025.
O crédito mal-parado nos créditos para habitação baixou para 3,5%, enquanto nos créditos comerciais recuou para 5,2%.
Num relatório em março, a consultora imobiliária JLL afirmou que os preços do imobiliário residencial em Macau, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade.
Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,02 mil milhões de patacas (426 milhões de euros) nos primeiros três meses do ano, mais 5,4% do que no mesmo período de 2025.
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