Lisboa, 22 ago (Lusa) — O próximo Presidente de Angola deve resgatar o país à “espiral de opressão que manchou o brutal reinado” de 37 anos do Presidente cessante, José Eduardo dos Santos, defendeu hoje a Amnistia Internacional, em véspera de eleições.
Na quarta-feira, os angolanos vão às urnas para escolher um sucessor para José Eduardo dos Santos, “cujos mandatos se caracterizaram por repetidos ataques aos direitos de liberdade de expressão, de associação e de reunião pacífica”, sustentou a organização de direitos humanos, em comunicado.
“A presidência de José Eduardo dos Santos é marcada pelo seu terrível histórico de direitos humanos. Durante décadas, os angolanos viveram num clima de medo, em que falar com franqueza era combatido com intimidação, prisão e desaparecimento forçado”, declarou a diretora regional da Amnistia Internacional para o Sul de África, Deprose Muchena.



