
Os trabalhadores da Agência Canadiana de Serviços de Fronteiras deram início aos trabalhos hoje, depois da ameaça de greve. No entanto, os sindicatos afirmam que as negociações entre Governo e representantes continuam e que nada está decidido, por enquanto.
Apesar da ameaça de greve, aproximadamente 9 mil trabalhadores da Agência Canadiana de Serviços de Fronteiras retomaram o trabalho na sexta-feira, enquanto as negociações entre o Governo federal e os sindicatos continuam.
A Aliança de Serviço Público do Canadá, que representa os trabalhadores ao lado da União Alfandegária e de Imigração, confirmou as ações do setor num comunicado.
“A nossa equipa de negociação, que representa os funcionários da Agência Canadiana de Serviços de Fronteiras, esteve com o Ministério do Tesouro durante toda a noite e até à manhã de sexta-feira, e está a dar-lhes um pouco mais de tempo para negociar.”
Os trabalhadores recusam-se a fazer horas extra e ainda a fazer a cada viajante que atravessa a fronteira todas as perguntas que vêm no manual para verificações extensivas dos recibos de compras internacionais.
Os membros do sindicato estão sem contrato há cerca de três anos porque não existem acordos entre os trabalhadores e a entidade patronal sobre melhores proteções para os funcionários.
A Aliança de Serviço Público do Canadá disse que está a negociar com o Governo desde 2018 e que já agendou uma greve para a próxima terça-feira.
A batalha entre o Governo e os trabalhadores surge numa altura em que o Canadá se prepara para permitir a visita de norte-americanos totalmente vacinados sem a necessidade de quarentena obrigatória, a partir da próxima segunda-feira, 9 de agosto.
As fronteiras vão ser abertas a viajantes de outros países a 7 de setembro.
Cerca de 90% dos trabalhadores fronteiriços de linha da frente foram identificados como essenciais, logo vão continuar a oferecer serviços durante a greve, caso se concretize.
