
Panteão dos Cabrais reúne autarcas e as comemorações do dia da viola
As comemorações do Dia da Viola da Terra tiveram como palco o Centro Natália Correia, na Fajã De Baixo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. Também o destaque vai para os presidentes das câmaras de Ponta Delgada e de Belmonte que procederam na última segunda-feira à deposição do Pó do Panteão Dos Cabrais na vila do distrito de Castelo Branco. No monumento estão os restos mortais de Pedro Álvares Cabral, natural de Belmonte e descobridor do Brasil.
Os presidentes das Câmaras de Ponta Delgada e de Belmonte, Maria José Lemos Duarte e António Dias Rocha, respetivamente, procederam esta segunda-feira à deposição do Pó do Panteão dos Cabrais junto à Estátua de Gonçalo Velho Cabral.
Uma iniciativa que surge no âmbito do Protocolo de Geminação entre os dois Municípios, assinado em julho, no pressuposto da partilha de laços históricos e culturais e do interesse comum em aprofundar a cooperação bilateral.
No Panteão dos Cabrais estão os restos mortais de Pedro Álvares Cabral, natural de Belmonte e descobridor do Brasil. Em julho, a presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, na sua deslocação a Belmonte, recebeu uma porção de pó deste Monumento Nacional que agora se encontra na Praça Gonçalo Velho Cabral, junto à estátua de Gonçalo Velho Cabral, povoador de São Miguel e de Santa Maria e seu primeiro Capitão Donatário.
Segundo Maria José Lemos Duarte, com a deposição do Pó do Panteão dos Cabrais junto à Estátua de Gonçalo Velho Cabral “fica inscrita, na porta de entrada no concelho, na ilha de São Miguel e nos Açores, mais uma expressão da partilha, entre Ponta Delgada e Belmonte, de um legado genético e identitário tão bem representado pela família Álvares Cabral”
Já o presidente da Câmara Municipal de Belmonte, António Dias Rocha, disse que esta Vila do distrito de Castelo Branco “só tem a ganhar com a geminação com Ponta Delgada e quer aprofundar os laços de amizade e cooperação em termos culturais e patrimoniais com esta cidade”.
“Ponta Delgada é uma cidade de vale a pena”, disse o autarca de Belmonte.
Depois da cerimónia na Praça Gonçalo Velho Cabral, a presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada acompanhou a comitiva de Belmonte nas visitas ao Santuário de Nossa Senhora da Esperança, ao Jardim António Borges e ao Palácio de Santana para apresentação de cumprimentos ao presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro.
As comemorações do Dia da Viola da Terra tiveram como palco o Centro Natália Correia, na Fajã de Baixo, com a inauguração da exposição intitulada “Violas dos Açores” e um concerto com o Duo César e Rafael Carvalho e Raquel Dutra, em quarteto.
A iniciativa da Associação de Juventude Viola da Terra, contou com a presença do Vereador da Cultura, Paulo Mendes, em representação da presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Lemos Duarte.
A viola da terra é um instrumento de cordas típico dos Açores. Pertence à família das violas de arame portuguesas e teve origem no século XVIII, sobrevivendo graças ao povo. É também conhecido como viola de arame ou viola de dois corações, sendo semelhante ao violão, mas de dimensões mais pequenas.



