Nikkei quebra recorde e ultrapassa os 65.000 pontos na bolsa de Tóquio

Tóquio, 25 mai 2026 (Lusa) — O principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, quebrou hoje um recorde histórico ultrapassando os 65.000 pontos, pouco menos de uma hora após a abertura da sessão.

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, abriu em alta nesta segunda-feira, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 64.000 pontos e logo a seguir a dos 65.000 pontos durante o dia, impulsionado pela subida das empresas de semicondutores no mercado norte-americano na sessão anterior.

Após os primeiros 15 minutos de negociação, o indicador, que agrupa os 225 títulos mais representativos do mercado, já registava uma subida de 1,79%, ou 1.135,55 pontos, para 64.474,62 pontos. Uma hora depois, ganhava 2,86%, ou 1.812, 72 pontos, para os 65.151,79.

O índice mais abrangente, o Topix, que inclui as empresas do setor principal, as de maior capitalização, subiu 1,50%, ou 58,87 pontos, para 3.951,03 unidades às 10:05 locais, 02:05 em Lisboa.

Este desempenho da bolsa nipónica está associado à subida dos títulos tecnológicos, e em especial do setor dos semicondutores, durante a sessão de sexta-feira no mercado norte-americano, mas também às expectativas de avanços nas negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos.

Na abertura de hoje, a empresa japonesa de semicondutores Advantest subia cerca de 3,4% e a Tokyo Electron registava um aumento de 2,7%.

A gigante das telecomunicações e do investimento SoftBank, que apostou fortemente na inteligência artificial (IA) com investimentos multimilionários na OpenAI, criadora do ChatGPT, registava um aumento de quase 2%.

As subidas foram também generalizadas entre as principais empresas japonesas.

O fabricante de veículos Toyota, a empresa com maior capitalização local, estava a subir mais de 3,5%, e a rival Honda registava um crescimento de quase 1,4%.

A Sony, referência no setor da eletrónica e do entretenimento, registava uma subida superior a 0,4%.

Em contrapartida, o principal banco japonês, o MUFG, registava uma descida de pouco mais de 1%, e a Fast Retailing, empresa-mãe da popular cadeia de lojas de vestuário Uniqlo, registava uma ligeira descida de 0,05%.

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