Badajoz, Espanha, 21 mar (Lusa) — Frederico Delgado, neto do general Humberto Delgado, assassinado em 1965 pela polÃcia polÃtica do regime de Salazar, em Badajoz, Espanha, acredita que o julgamento dos implicados, em 1981, teve a intenção “polÃtica” de “ilibar” Salazar.
Em declarações à agência espanhola Efe, durante o congresso internacional dedicado à figura do seu avô, em Badajoz, Frederico Delgado sublinhou que este julgamento, nos primeiros anos de democracia, após a revolução de 1974, serviu para que Salazar “não ficasse com o sangue de Delgado nas mãos”.
Para Frederico Delgado, a memória do seu avô foi reconhecida após a revolução, mas a democracia contribuiu para absolver os agentes da PIDE — polÃcia polÃtica da ditadura — acusados do crime, afirmando ainda que, no julgamento, em 1981, foi encontrado um “bode expiatório” — Casimiro Monteiro.



