
Katmandu, 31 ago 2026 (Lusa) — As autoridades do Nepal elevaram hoje o balanço provisório da cheia devastadora ocorrida na quarta-feira na fronteira com a China para 939 mortos e 3.925 desaparecidos.
Os meios de comunicação estatais da China relataram 16 mortos e 546 desaparecidos do lado do Tibete, o que eleva o total provisório de vÃtimas da catástrofe para 955 mortos e 4.471 desaparecidos.
O balanço anterior era de 919 mortos e 4.793 pessoas por localizar.
Entre os desaparecidos no Nepal, há peregrinos e turistas de mais de três dezenas de paÃses, incluindo três portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa.
A China tem um português entre os desaparecidos no Tibete, numa lista de 261 pessoas de 23 paÃses.
“As dificuldades são consideráveis”, disse à agência francesa AFP o chefe de uma das equipas de resgate no Nepal, enumerando as estradas e infraestruturas destruÃdas, a falta de efetivos e de meios, nomeadamente aéreos.
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, afirmou que o paÃs dos Himalaias “enfrenta um desastre natural de uma dimensão inimaginável e dolorosa”.
“Mas avançamos com determinação para proteger a vida dos cidadãos”, acrescentou.
Já o Presidente da China, Xi Jinping, que se encontra no Quirguistão, assegurou hoje que as autoridades chinesas estavam a fazer tudo o que é possÃvel para encontrar os desaparecidos na enxurrada.
“A China tem a capacidade e a confiança para superar o desastre e reconstruir as áreas afetadas”, assinalou, citado pela agência espanhola EFE.
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