Lisboa, 31 ago (Lusa) – O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) considera que “dificilmente poderia ser mais negativo” o balanço da reorganização do sistema judiciário, na véspera de se assinalar um ano da sua entrada em vigor.
“Decorrido que está este primeiro ano, o balanço dificilmente poderia ser mais negativo, devido à s dificuldades impostas a quem tem de recorrer aos serviços de justiça”, lê-se num comunicado do movimento.
Maiores distâncias a percorrer, um sistema informático (Citius) que, pelos dados disponÃveis, não permitiu reduzir o número de processos pendentes, falta de funcionários, falta de salas de audiência são, segundo o MUSP, “um retrato de um paÃs cujo sistema de justiça cada vez se afasta mais dos utentes” e onde a “face mais visÃvel” da reforma foi o “encerramento de perto de meia centena de tribunais”, sobretudo no interior.



