
Porto, 08 mai 2026 (Lusa) — As visitas ao Mosteiro de Arouca, no distrito de Aveiro, vão estar condicionadas, até final de agosto, devido a obras de requalificação no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), anunciou o instituto público Património Cultural.
Na sua página na Internet, esta entidade esclarece que durante este período, os espaços que se encontrarão encerrados ao público em virtude das intervenções de conservação e restauro em curso são a Sala do Capítulo, o Coro, o Cadeiral e a Igreja do Mosteiro.
Ainda assim, e mesmo não sendo possível realizar a visita integral, foi preparado um circuito que contempla a possibilidade de acesso a espaços como a Sala da Memória, os Parlatórios, a Entrada Nobre, os Claustros, a Cozinha e o Museu de Arte Sacra, acrescenta.
De acordo com a informação disponibilizada, o Mosteiro de Santa Maria de Arouca foi fundado no século X e era dúplice, ou seja, acolhia mulheres e homens. Em 1154 com a chegada de D. Mafalda, filha de Sancho I, torna-se exclusivamente feminino.
Classificado como Monumento Nacional desde 1910, a propriedade e tutela do edificado encontra-se hoje sob a responsabilidade do instituto público Património Cultural que em colaboração com Câmara Municipal de Arouca e a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca garantem a gestão do monumento.
Fundado entre 915 e 925, o mosteiro transitou para o Estado português em 1886 quando morreu a última monja que ali residia, altura em que também se constituiu a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca, que assumiu a proteção, salvaguarda, investigação e divulgação da coleção de arte, tendo em 1933 sido inaugurado o respetivo Museu de Arte Sacra.
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