
Telavive, 13 abr 2026 (Lusa) – O exército israelita afirmou hoje ter matado 250 membros do movimento xiita pró-iraniano Hezbollah durante os ataques no Líbano na quarta-feira, bem como cinco comandantes, de acordo com um balanço atualizado.
Do lado libanês, o Ministério da Saúde registou mais de 350 mortos e mais de 1.200 feridos durante estes ataques sem precedentes desde o início das hostilidades no início de março.
“O exército israelita confirma agora que mais de 250 terroristas do Hezbollah foram eliminados durante os ataques realizados em Beirute, em Bekaa [leste] e no sul do Líbano”, indicou um comunicado militar.
Na sexta-feira, o exército tinha divulgado um primeiro balanço dos serviços de informações que referia mais de 180 combatentes mortos a 08 de abril.
O exército indicou que vários comandantes do Hezbollah foram mortos: três comandantes da unidade de informações, o chefe do “quartel-general de apoio logístico” e o “comandante adjunto da unidade de mísseis”.
No mesmo dia dos ataques, os Estados Unidos e o Irão tinham acordado uma trégua de duas semanas, acompanhada de um processo de negociação destinado a pôr fim à guerra no Médio Oriente — desencadeada a 28 de fevereiro por uma ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica —, que terminou sem acordo.
O Hezbollah entrou no conflito no início de março para vingar a morte do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei.
Israel respondeu com ataques aéreos mortíferos em grande escala por todo o Líbano e uma ofensiva terrestre no sul.
Uma primeira reunião ao nível de embaixadores entre o Líbano e Israel está agendada para terça-feira, nos Estados Unidos, que vão assumir o papel de mediadores da iniciativa.
O Governo libanês pretende travar a ofensiva aérea e terrestre israelita no seu território, iniciada no início de março, criando condições para o lançamento de negociações de paz mais abrangentes durante um eventual cessar-fogo.
O Hezbollah, que tem estado envolvido em confrontos com Israel, não integra esta iniciativa diplomática.
Vários países defenderam inicialmente a inclusão do Líbano no cessar-fogo alcançado na semana passada entre o Irão e os Estados Unidos, mas Israel optou por manter as operações em território libanês, tratando este cenário de guerra como uma frente autónoma.
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