
E seguimos agora para as reações das principais figuras políticas no Canadá, onde Isabel II era também monarca.
O primeiro-ministro do Canadá emitiu uma declaração solene logo após a morte da rainha Isabel II. Justin Trudeau diz que os canadianos são gratos pelas décadas de serviço da monarca ao país e à Commonwealth.
“Foi com o coração mais pesado que soubemos do falecimento da soberana com o reinado mais longo do Canadá. Ela era uma presença constante nas nossas vidas – e o seu serviço aos canadianos vai permanecer para sempre uma parte importante da história do nosso país”, disse Trudeau numa publicação nas redes sociais.
Mais tarde, num retiro do gabinete federal em Vancouver, Trudeau, visivelmente comovido, disse estar a lutar para aceitar a morte da rainha.
“Estou a ter dificuldade em acreditar que a minha última reunião com ela foi a minha última”, disse Trudeau, referindo-se ao seu encontro de março de 2022 no Castelo de Windsor. Essa foi, aliás, a primeira audiência da rainha depois de ter recuperado da Covid-19 – um sinal, disseram alguns observadores do palácio, da afeição que a rainha tinha pelo primeiro-ministro canadiano.
“Vou sentir muita falta dessas conversas”, acrescentou Trudeau.
Trudeau, o 12.º primeiro-ministro canadiano da rainha, disse que a monarca era “pensativa, sábia, curiosa, prestável, engraçada e muito mais”.
A morte da rainha foi anunciada por volta das 13h30 de Ottawa. Isabel II foi a monarca mais longa do Canadá durante quase metade da existência do país, tendo servido mais de 25 mil dias no trono.
Apesar de ter sido chefe de estado de muitos países durante o seu reinado, a rainha tinha uma ligação pessoal especialmente próxima do Canadá – um lugar que repetidamente se referia como “lar”.
Isabel II fez 22 viagens oficiais ao país, visitando todas as províncias e territórios.
A governadora-geral Mary Simon também lamentou a morte da monarca. Mary Simon diz que foi uma profunda honra ter conhecido a rainha quando foi nomeada para ser sua representante.
“A minha avó reverenciava a rainha, assim como muitos no Ártico. Ela contava-nos histórias sobre Sua Majestade, sobre o seu papel e o seu compromisso”, disse Simon.
Também o vice-governador manifestou tristeza pela notícia. J. Michel Doyon diz que se vai lembrar da rainha pelo “seu senso de dever e devoção”.
A líder conservadora interina Candice Bergen também divulgou um comunicado, expressando as “mais profundas condolências do partido à família real”.
À semelhança do líder do NDP. Jagmeet Singh – que noutra ocasião defendeu que o Canadá deveria ser uma república – diz que a rainha viveu “uma vida de história e dever”.
Já o premier de Ontário diz que a rainha ensinou às pessoas o verdadeiro significado do serviço altruísta. Em comunicado, Doug Ford refere que se une a todos na província, no país e no mundo para comemorar a notável vida da rainha.
No Quebec, por outro lado, François Legault suspendeu a campanha eleitoral por causa da morte de Isabel II. Em comunicado, o premier ofereceu as suas condolências à família real britânica e anunciou a decisão de içar a bandeira do Quebec na Assembleia Nacional a meia haste para assinalar a morte da monarca.



