
Mais de uma centena de moradores de Pierrefonds-Roxboro, em Montreal, reuniram-se junto à sede do distrito para exigir respostas depois das inundações que afetaram centenas de casas em junho.Â
Os residentes dizem estar cansados de esperar por estudos e promessas e pedem ações concretas para reduzir o risco de novas cheias. Muitos proprietários afirmam ter gasto dezenas de milhares de dólares em reparações, tendo voltado a sofrer danos com a tempestade de junho.
Há moradores que dizem ter investido cerca de 50 mil dólares na proteção das suas casas depois das inundações de 2024, incluindo na instalação de bombas e válvulas de retenção. Menos de dois anos depois, a água voltou a entrar nas caves, chegando, em alguns casos, a cerca de 75 centÃmetros de altura.
Durante a reunião do conselho de Pierrefonds-Roxboro, Jim Beis, responsável polÃtico local, defendeu a resposta das autoridades e afirmou que as equipas de emergência receberam mais de 300 pedidos de ajuda durante a tempestade.
As autoridades dizem que a chuva registada em junho teve uma intensidade sem precedentes, com cerca de 150 milÃmetros de precipitação em poucas horas em algumas zonas de Montreal e da Costa Sul.
A presidente da Câmara de Montreal, Soraya Martinez Ferrada, garantiu que a autarquia vai continuar a investir na melhoria dos sistemas de drenagem, mas reconheceu que a quantidade de chuva ultrapassou a capacidade das infraestruturas existentes.
Os moradores querem agora um calendário claro para novas obras e medidas de proteção. Entretanto, Pierrefonds-Roxboro anunciou um programa inicial que permitirá avaliar até 75 casas e recomendar soluções para reduzir futuros danos.
Para muitos residentes, a resposta ainda fica aquém da dimensão do problema. Ao mesmo tempo, avançam pedidos para duas ações coletivas contra as entidades responsáveis pela gestão das infraestruturas locais.



