
Maputo, 28 jul. 2026 (Lusa) — Moçambique iniciou hoje a terceira revisão do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP), da União Africana, que irá avaliar a governação do país até 2027, a pedido do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, anunciou a Presidência.
O processo arrancou com uma audiência concedida pelo chefe de Estado a uma delegação do MARP, liderada por Moeketsi Majoro, membro do Painel de Personalidades Eminentes da organização, que se encontra em Maputo para lançar a missão de avaliação nacional sobre governação e desenvolvimento.
“Estamos aqui a convite do Presidente, que quer que contribuamos para o seu trabalho de avaliar se Moçambique ainda está no caminho certo para o seu desenvolvimento económico e para a estabilização de Moçambique”, disse Moeketsi Majoro, citado num comunicado da Presidência da República.
Segundo o responsável, a missão marca o início formal da terceira revisão nacional, depois das duas avaliações anteriores, devendo os trabalhos decorrer ao longo dos próximos meses e culminar com a apresentação do relatório final em 2027.
De acordo com a Presidência, a revisão irá avaliar o cumprimento dos compromissos assumidos por Moçambique no âmbito da União Africana nas áreas da governação democrática e política, gestão económica, governação corporativa, desenvolvimento socioeconómico sustentável e resiliência a choques e desastres, servindo igualmente para apoiar reformas institucionais.
Criado em 2003 pela União Africana e pela Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), o MARP é um mecanismo voluntário de avaliação entre Estados africanos, baseado na autoavaliação, na aprendizagem mútua e na partilha de boas práticas de governação, com o objetivo de reforçar a transparência, a prestação de contas e a eficácia das instituições públicas.
A participação de Daniel Chapo nas atividades do MARP já tinha ficado marcada em 13 de fevereiro, quando, à margem da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo do mecanismo, realizada em Adis Abeba, Etiópia, apelou às populações para abandonarem zonas de risco devido à aproximação do ciclone Gezani, defendendo a necessidade de minimizar os impactos do fenómeno e acelerar a recuperação das comunidades afetadas.
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