
Maputo, 25 abr 2026 (Lusa) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou hoje interesse em colher ensinamentos da experiência de Essuatíni na agricultura, assinalando que o reino vizinho vê Moçambique como solução para os seus desafios no fornecimento de energia elétrica.
“Essuatíni tem a experiência da agricultura e nós como Moçambique pretendemos ter essa experiência e em função disso também aumentarmos os nossos níveis de produção e produtividade para a nossa segurança alimentar em Moçambique”, disse hoje o chefe de Estado, no final da sua visita oficial ao Reino de Essuatíni (antiga Suazilândia), onde participou nas celebrações do aniversário do Rei Mswati III.
Segundo Daniel Chapo, durante a visita de dois dias àquele país vizinho, o setor de energia surgiu como o ponto central das conversações entre os dois países.
“Falámos sobre esse aspeto de Moçambique tornar-se um `hub´ para a exportação de energia elétrica na região, e Essuatíni mostrou esse interesse porque realmente tem esse desafio. Quer industrializar Essuatíni, tem investimentos em Essuatíni, mas o maior desafio é energia elétrica e a solução está em Moçambique”, explicou o dirigente moçambicano.
No domínio da logística, Chapo assinalou que o Porto de Maputo consolidou-se como uma infraestrutura crítica para o país vizinho, revelando a existência de planos para optimizar o transporte de recursos vitais.
“O outro aspeto extremamente importante que se fez referência é o uso do porto de Maputo, que o Essuatíni neste momento está a usar. Eles acham que, havendo um projeto — por exemplo, a construção de um pipeline a partir do Porto de Maputo, que é mais próximo — fica mais fácil bombear os combustíveis para depósitos aqui em Essuatíni”, disse.
Segundo o Presidente moçambicano, a intenção do país vizinho é também influenciada pela conjuntura atual da guerra no Médio Oriente, que tem afetado a disponibilidade de combustíveis mundialmente.
“Achamos que é um projeto que é preciso nós sentarmos, fazermos um estudo e em função disso depois tomarmos a maior decisão. Mas como sabem, dada a guerra do Médio Oriente, neste momento todos os países têm este desafio e achamos que também é um projeto a ser equacionado”, avançou Daniel Chapo.
O chefe de Estado reiterou também que a visita consolidou os laços políticos e diplomáticos, abrindo portas para uma integração comercial mais profunda através da zona de comércio livre africana. O objetivo final, concluiu, é o fortalecimento das economias de ambos os países e o bem-estar dos povos dos dois países.
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