
Maputo, 16 abr 2026 (Lusa) – Moçambique registou 173.770 ataques cibernéticos resultando em 1.061 processos sobre estes crimes em 2024, uma subida face aos 912 casos no ano anterior, avançou hoje o Governo, no parlamento.
Segundo os dados do executivo, no primeiro semestre de 2025 foram registados 36.330 ataques cibernéticos em Moçambique.
A informação foi avançada pelo ministro das Comunicações e Transformação Digital, ao defender, no parlamento, a aprovação da lei de segurança cibernética, que considera fundamental para travar este tipo de crime.
O Governo pediu no parlamento a aprovação da lei de segurança cibernética, que prevê um regulador para supervisionar e sancionar infrações com até 160 salários mínimos, garantindo a segurança do Estado, das redes e sistemas informáticos.
No documento com a fundamentação da proposta o Governo admite “desafios crescentes” no cenário digital, referindo que são necessárias medidas concretas para travar ameaças.
“Dada a natureza transnacional e da rápida evolução do crime cibernético, é evidente, no país, o aumento de crime relacionado com a falsidade informática, fraude informática, abuso de meios de pagamento eletrónico, burla informática e nas comunicações, gravações ilícitas, acesso ilegítimo, violação de correspondência, comprometimento de email, extorsão digital, furto de fluidos, devassa da vida privada”, indica-se no documento.
O Governo defende que a lei vai proteger o Estado e as suas instituições, os cidadãos, os sistemas de informação, as redes de comunicação de dados e as infraestruturas críticas, assegurando um espaço cibernético seguro, confiável e resiliente, criando um ambiente digital seguro para atrair investimento estrangeiro e estimular o comércio eletrónico.
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