
Lisboa, 08 abr 2026 (Lusa) — O ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu hoje ser fundamental que todos os envolvidos no cessar-fogo da guerra no Irão cumpram a suspensão dos ataques e pediu a Israel que cesse as hostilidades no Líbano.
“É preciso uma grande disciplina na observância do acordo de cessar-fogo”, afirmou, numa conferência de imprensa realizada em conjunto com o ministro do Comércio da Turquia, Omer Bolat, com quem assinou hoje um protocolo.
Garantindo ter “grande esperança” que o cessar-fogo traga uma “paz duradoura” ao Médio Oriente e permita “a liberdade de navegação” no Estreito de Ormuz, Paulo Rangel admitiu que, para que isso aconteça, “é preciso tempo” para negociar.
“Estamos muito esperançosos que este seja um primeiro passo” para a paz, até porque o conflito entre Israel e Estados Unidos contra o Irão — e que, entretanto, se alastrou ao Médio Oriente — “não tem impacto só na região. Os seus efeitos são sentidos em todo o mundo”.
Face à necessidade de estabilidade na região, o ministro dos Negócios Estrangeiros reconheceu ser preciso que Israel também pare de atacar o Líbano.
“Apelo a Israel para que cesse as hostilidades”, pediu.
“Compreendo as questões de segurança em causa”, face aos ataques do grupo xiita libanês pró-Irão Hezbollah a Israel, mas “é preciso dar um reforço ao Governo libanês e à sua coragem”, acrescentou.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, aceitou, na terça-feira à noite, suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num “cessar-fogo bilateral”, e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz que considerou “viável”.
O acordo, confirmado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, pretende possibilitar negociações para um acordo de paz que, segundo as autoridades iranianas, terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que liderou a mediação deste acordo, disse que o cessar-fogo incluía o Líbano, mas o seu homólogo israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou essa possibilidade e manteve os ataques aéreos contra o país vizinho.
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