
DÃli, 19 ago 2026 (Lusa) — O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, agradeceu hoje o “apoio enorme” de Timor-Leste à candidatura de Portugal a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU.
“Foi muito importante, em muitos paÃses da região, e estamos a falar de dezenas de paÃses, a forma como Timor-Leste nos apoiou e passou a nossa mensagem para que tivéssemos o resultado que tivemos” afirmou Paulo Rangel.
“E, por isso, quis fazer aqui esse reconhecimento a todas as autoridades timorenses, ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao Governo que em muitas ocasiões nos ajudaram”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.
Paulo Rangem referiu que o agradecimento é “de todo o povo português ao apoio, que foi enorme, que Timor-Leste deu” à candidatura de Portugal “a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas”.
O chefe da diplomacia portuguesa falava aos jornalistas no final de um encontro com o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, após ter participado na 31.ª reunião ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos PaÃses de LÃngua Portuguesa (CPLP), que hoje decorreu em DÃli.
Num discurso proferido no inÃcio da reunião do Conselho de Ministros da CPLP, Xanana Gusmão afirmou que a presença de Portugal no Conselho de Segurança da ONU no biénio 2027-2028 é “motivo de orgulho” para toda a comunidade lusófona.
“E não será uma presença em nome apenas de Portugal. Como afirmou o Presidente António José Seguro, Portugal levará consigo a voz e os valores da nossa Comunidade, representando este espaço partilhado de paÃses, de princÃpios e de responsabilidades no mundo”, salientou Xanana Gusmão.
O primeiro-ministro timorense defendeu também que as prioridades diplomáticas de Portugal para aquele mandato devem ser também as “prioridades de toda a comunidade”.
“Estou convicto de que todos os paÃses que a integram podem e devem contribuir para concretizar esse belo ideal de Portugal como construtor de pontes, focado no diálogo global, dando-lhe conteúdo concreto através das nossas ações”, reforçou Xanana Gusmão.
Portugal assegurou, em junho, um assento como membro não-permanente no Conselho de Segurança para o biénio de 2027-2028.
A candidatura portuguesa obteve 132 votos a favor, uma vitória descrita como “expressiva” na Assembleia Geral das Nações Unidas que elegeu os cinco novos membros.
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