
Lisboa, 09 set 2026 (Lusa) — O ministro das Infraestruturas e Habitação rejeitou hoje as críticas à execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), lembrando que, apesar dos atrasos apontados pela Comissão Nacional de Acompanhamento, cumpriu-se a execução do PRR.
Miguel Pinto Luz contestou as avaliações que antecipavam o incumprimento das metas do PRR, afirmando que houve quem, nos últimos meses, estivesse “quase a esfregar as mãos” perante a possibilidade de o programa não ser cumprido.
Na comissão eventual para a resiliência nacional, prevenção de catástrofes naturais e acompanhamento do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que decorre hoje no parlamento, o ministro rejeitou igualmente que a conclusão dos projetos de habitação venha a depender de financiamento do PTRR.
Questionado sobre os efeitos do PRR nos recursos humanos do setor da construção, o governante considerou legítima a análise sobre eventuais atrasos, mas lembrou que essa avaliação foi feita num momento em que ainda se questionava a conclusão do programa.
“O PRR acabou”, afirmou, acrescentando que Portugal está agora a atravessar “o maior ciclo de investimento público das últimas décadas”.
De acordo com o último relatório de monitorização do plano, com dados até à passada quarta-feira, o total de pagamentos está agora em 14.669 milhões de euros, um aumento de 206 milhões de euros face à anterior semana.
Este valor corresponde a 67% do montante contratado e também do aprovado.
Em 28 de agosto, o ministro da Economia confirmou, em Lisboa, que PRR estava totalmente executado, cumprindo o prazo acordado com Bruxelas.
“Estão totalmente concluídas as 44 reformas. Portugal executou plenamente o seu PRR”, afirmou, na altura, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, em conferência de imprensa, em Lisboa.
O governante indicou que Portugal cumpriu 100% dos marcos e metas do PRR, estando garantidos os mais de 16.000 milhões de euros de subvenções.
No entanto, o titular da pasta da economia apontou que a componente dos empréstimos, que ronda os 5.500 milhões de euros, também será totalmente executada, “salvo algum imprevisto”.
O PRR destina-se a implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.
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