
Luanda, 04 nov (Lusa) – O ministro do Interior de Angola afirmou hoje, em Luanda, que Luaty Beirão, um dos 15 ativistas detidos desde junho e protagonista de uma greve de fome que durou 36 dias, “não dá muita importância ao bem vida”.
Ângelo Veiga Tavares, que falava em conferência de imprensa, realizada hoje no âmbito das comemorações dos 40 anos de independência angolana, disse que chegou a essa conclusão por análises que fez e com base na avaliação por psicólogos.
“E posso dar aqui um exemplo, nas suas reuniões, que alguns insistem que era para analisar um livro, e faziam a abordagem da incursão ao palácio presidencial, com crianças nos ombros, com mulheres e velhos à frente, enquanto o seu colega de grupo Domingos da Cruz [autor do livro que era discutido] defendia, que se houvesse intervenção das forças armadas, eles deveriam desistir dessa incursão para o palácio presidencial, para forçar a demissão do Presidente da República, o jovem Luaty defendia que não deveriam recuar, que deveriam deixar-se morrer”, disse o ministro.
