
O ministro do ambiente canadiano, Jonathan Wilkinson, está entre os líderes que mostraram estar desapontados com as conversas sobre o clima na conferência da ONU, em Madrid.
Jonathan Wilkinson juntou-se ao coro de delegados desanimados após a conferência COP25 de duas semanas, indicando que ele e a sua equipa não ficaram satisfeitos com a decisão de adiar o debate sobre as regras dos mercados internacionais de carbono por mais um ano.
As negociações estenderam-se muito além da data prevista para o final, sexta-feira, com a resistência dos principais poluidores aos apelos para intensificar os esforços para manter o aquecimento global controlado. Além de adiar o debate sobre os mercados de carbono, os negociadores endossaram um apelo geral a maiores esforços para combater as mudanças climáticas e várias medidas para ajudar os países pobres a responder e adaptar-se aos seus impactos.
A declaração final citou uma “necessidade urgente” de reduzir os gases de efeito estufa no aquecimento do planeta, em consonância com os objetivos do marco de 2015 em Paris, mas ficou muito aquém da exigência explícita de que os países apresentassem propostas mais ousadas de emissões no próximo ano, exigidas pelos países em desenvolvimento e pelos ambientalistas.
