Ministro da Educação quer valorizar cursos técnicos superiores profissionais

Porto, 19 mai 2026 (Lusa) – O ministro da Educação Ciência e Inovação disse hoje “querer mesmo valorizar” os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), salientando que são “uma via para prosseguir os estudos” e que serão avaliados como as licenciaturas e mestrados.

A falar à margem sessão oficial das comemorações do 10.º aniversário do i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, Fernando Alexandre adiantou que o Governo está “precisamente a concluir uma avaliação dos CTeSP.

“Na nossa proposta de revisão dos graus e diplomas os CTeSP passam a ser avaliados, tal como as licenciaturas e os mostrados, pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior e serão alvo de financiamento como também os outros cursos”, explicou.

O governante assinalou ainda: “Nós queremos mesmo valorizar os CTsSP, não só pela importância que eles têm para dar formação que as empresas precisam, aos trabalhadores, mas também porque é uma via para o seguimento dos estudos do ensino profissional secundário”.

Sobre o acesso ao Ensino Superior por alunos do Ensino Profissional, o titular da pasta da Educação referiu que tem que haver uma “mudança institucional e cultural” nas instituições do Ensino Superior: “Cerca de 50% daqueles que concluem os CTeSP entram no Ensino Superior, isso aí está muito na mão das instituições”.

Para Fernando Alexandre “a questão é que muitas vezes esses estudantes já estão a trabalhar e querem frequentar um curso perto do sítio onde estão a trabalhar e isso levanta duas questões, a localização por um lado e por outro lado serem em regime pós-laboral”.

“Neste momento só temos cerca de 20% dos alunos do profissional a aceder ao superior e podemos ter mais se eles entrarem também por outras vias e não tem que ser logo a seguir à conclusão do secundário”, defendeu.

Por isso, o ministro da Educação defendeu que “o estudante que seguiu o profissional no secundário está apto a ir trabalhar e por isso se ele quiser ir trabalhar mas depois quiser voltar ao superior, ele tem uma via”:

“Nós queremos que [aquela via] seja alargada para que eles possam facilmente voltar ao superior, porque cada vez mais nós temos de ter estes percursos que não são definitivos (…) e isso é uma mudança institucional que estamos a fazer com a revisão dos graus e diplomas e é, por outro lado, também uma mudança institucional e cultural das instituições que têm de ter”, defendeu.

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