
Nova Iorque, 12 mar 2026 (Lusa) – A ministra da Cultura reuniu-se em Nova Iorque com cerca de 20 membros da comunidade artística luso-americana, para fazê-los sentir que “o Estado não se esquece da diáspora”, explicou à Lusa.
Na quarta-feira, durante uma viagem a Nova Iorque a propósito da reunião da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, que decorre esta semana nas Nações Unidas, Margarida Balseiro Lopes aproveitou para se encontrar com vários artistas e agentes culturais, portugueses e luso-americanos, a quem ouviu individualmente sobre os trabalhos que desenvolvem em solo norte-americano.
“Onde está um português, está Portugal e, portanto, (…) quis ter a oportunidade de conhecer parte da muita extensa comunidade portuguesa [nos Estados Unidos], para saber as histórias que os trouxeram até cá e para que também, dessa forma, com a minha presença, (…) sintam que o Estado não se esquece dos nossos emigrantes, da nossa comunidade espalhada pela diáspora”, disse à Lusa a ministra da Cultura, Juventude e Desporto,
No encontro, que decorreu no Consulado Geral de Portugal em Nova Iorque, a governante encontrou-se com artistas das mais variadas áreas, desde a música à literatura, passando pelo cinema e pela pintura.
Katherine Vaz, Karlee Rodrigues, Nuno Marques, Júlia Machado, Isabel Pavão e Sara Serpa foram alguns dos artistas presentes no evento, organizado pela cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque, Luísa Pais Lowe, que se assume como uma defensora da “diplomacia cultural” e que tem procurado promover o “enorme talento cultural que existe na diáspora portuguesa em Nova Iorque”.
“Vimos aqui várias pessoas que não nasceram em Portugal, mas que são portugueses. Esta ligação à nossa comunidade eu acho que é essencial e, portanto, havendo esta possibilidade, vim até aqui para estar com a nossa comunidade’, frisou a ministra.
Margarida Balseiro Lopes aproveitou para trocar contactos com alguns dos artistas e prometeu comparecer a alguns dos projetos que estão a desenvolver.
“Isso também é muito enriquecedor para mim a vários níveis. Fiquei a saber que há aqui duas pessoas – uma portuguesa de origem e outra por afinidade, porque casou com um português e agora tem dupla nacionalidade – que têm uma residência artística no verão em Sintra, e um outro português que tem um festival de Piano no Porto. E claro que tenho todo o interesse em poder conhecer esses projetos”, afirmou.
A ministra referia-se ao pianista Nuno Marques, que anualmente organiza o festival Porto Pianofest, e ao compositor e intérprete de guitarra portuguesa Pedro Henriques da Silva e a compositora e pianista Lucia Caruso, um casal luso-argentino residente em Nova Iorque que, em agosto, tem residência artística no Palácio de Monserrate.
Já no contexto da deslocação à sede das Nações Unidas, a ministra indicou que representou Portugal em reuniões focadas nos direitos das mulheres, no acesso à justiça, nas vítimas de crimes de género, nomeadamente violência doméstica e violência sexual.
As Nações Unidas acolhem desde segunda-feira a 70.ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, com a participação de altos representantes da organização, Estados-membros, organizações não-governamentais, ativistas, jovens e setor privado.
Trata-se da maior reunião anual da ONU sobre a igualdade de género e direitos das mulheres. Até 19 de março, estarão em foco discussões e recomendações sob o lema “garantir e reforçar o acesso à justiça para todas as mulheres e meninas”.
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