
A diretora financeira da gigante tecnológica chinesa Huawei deve ir ao tribunal de Nova Iorque, depois de ter sido debatido um acordo que tentasse resolver as acusações de fraude nos Estados Unidos. Meng Wanzhou está em prisão domiciliária há quase três anos no Canadá a pedido das autoridades norte-americanas, o que tem gerado tensões internacionais. Caso o desfecho seja do agrado da chinesa, os dois canadianos que estão detidos na China, acusados de espionagem, podem ser libertados.
O desfecho do caso ‘Two Michaels’ pode ter os dias contados. Tudo porque a diretora financeira da gigante de tecnologia chinesa Huawei deve comparecer a tribunal em Nova Iorque. Existe um acordo para tentar resolver as acusações de fraude.
Meng Wanzhou está em prisão domiciliária no Canadá a pedido das autoridades dos Estados Unidos. Alega estar inocente e tem lutado contra a extradição para os vizinhos norte-americanos. Os EUA dizem que Meng enganou o banco HSBC sobre a verdadeira natureza do relacionamento da Huawei com uma empresa chamada Skycom, colocando o banco em risco de violar as sanções dos EUA contra o Irão.
De acordo com a imprensa canadiana, Meng tem estado detida em Vancouver e é acompanhada 24 horas por dia, sete dias por semana, por segurança privada que a própria paga como parte do acordo de fiança.
Se as acusações contra Meng Wanzhou forem retiradas, o pedido de extradição no Canadá será arquivado e a diretora financeira da Huawei pode vir a ser libertada.
A Huawei ainda não comentou o julgamento da sua diretora financeira. O incidente agravou as relações da China com os EUA e o Canadá, num momento em que o presidente Joe Biden e o presidente chinês, Xi Jinping têm estado em negociações.
As audiências judiciais no caso de extradição de Meng terminaram em agosto, com a data para a decisão ser definida a 21 de outubro.
Para além disso, resolver o caso pode ter implicações para os dois canadianos que estão detidos na China, já que as autoridades do paÃs asiático colocam no mesmo saco o caso de Meng com os casos de Michael Spavor e Michael Kovrig.
No entanto, a China rejeitou a sugestão de que os casos dos canadianos no paÃs estejam relacionados ao caso de Meng.
Ainda assim, Spavor e Kovrig, muitas vezes referidos como os ‘Two Michaels’, estão detidos na China desde dezembro de 2018. Foram presos no paÃs apenas 10 dias depois das autoridades canadianas terem prendido Meng, em Vancouver.



