
Novos números mostram que Alberta pode vir a enfrentar uma falta de médicos e de professores num futuro próximo. Alguns estão a reformar-se, outros querem mesmo sair por causa da situação pandémica que não tem sido acautelada nas escolas.
Quase um terço dos cerca de 1300 professores não querem lecionar em Alberta no próximo ano letivo. O estudo foi feito pela Associação de Professores de Alberta, durante a pandemia.
Quase um em cada seis, ou 16,4%, dos entrevistados disse que se vai reformar no próximo ano. Um em cada sete (14,3%) planeia deixar o ensino para ingressar numa outra profissão. Quase 7% dos entrevistados disseram que deixariam Alberta para ensinar em outro local.
“Quando fala com os professores sobre o motivo eles dizem que é a falta de resposta clara do Governo em torno da Covid-19”, disse o presidente da Associação de Professores de Alberta, Jason Schilling.
Os professores relataram estar frustrados por ainda não terem recebido kits de teste rápido ou máscaras médicas.
Comparado com a pesquisa anterior com as mesmas perguntas, o número de professores que desejam deixar a profissão duplicou.
Os médicos de Alberta parecem seguir o mesmo destino dos professores da província.
Na atualização trimestral de 2021, o College of Physicians and Surgeons of Alberta descobriu que a província ganhou 33 médicos em 2021 em relação a 2020.
Enquanto as zonas sul, central e norte tiveram reduções, tanto Calgary quanto Edmonton tiveram aumentos com a capital a ver chegar mais 60 médicos.
Ainda assim, 140 médicos deixaram a província em 2021, quando em 2020, saíram 87.



