Marques Mendes lembra Morais Sarmento como lutador e político de “inteligência fulgurante”

Lisboa, 07 mar 2026 (Lusa) — O antigo presidente do PS e ex-candidato presidencial Luís Marques Mendes lembrou hoje Nuno Morais Sarmento como um amigo “frontal e leal”, um político “corajoso, intuitivo”, de “inteligência fulgurante” e “um lutador”.

O advogado, antigo ministro da Presidência e dirigente do PSD Nuno Morais Sarmento morreu hoje, aos 65 anos.

Num testemunho enviado à Lusa, Luís Marques Mendes, recordou “o amigo” Morais Sarmento, “sempre direto, genuíno, frontal e leal”, e “o político”, que descreveu como “corajoso, intuitivo, sempre pautado por princípios e valores, dotado de uma inteligência fulgurante”.

“Recordo o cidadão Nuno Morais Sargento. Um lutador. Lutador por causas. Lutador que nunca virava a cara a uma boa luta. Lutador na política e fora dela, incluindo a luta pela vida e contra a doença. Um grande exemplo. Os meus sentimentos à sua bela família”, acrescentou Marques Mendes.

Marques Mendes, que presidiu ao PSD entre 2005 e 2007, foi ministro dos Assuntos Parlamentares do Governo PSD/CDS-PP chefiado por Durão Barroso, executivo que Morais Sarmento também integrou.

Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência do XV Governo, chefiado por José Manuel Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e depois ministro de Estado e da Presidência, também com a tutela dos Assuntos Parlamentares, do XVI Governo chefiado por Pedro Santana Lopes, até 2005 — dois executivos de coligação PSD/CDS-PP. 

No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso e de Santana Lopes e, mais recentemente, de Rui Rio. 

Teve nos últimos anos um cancro no pâncreas, que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.

Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento, nascido em Lisboa, em 31 de janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984, com uma pós-graduação em Direito Comunitário, pela mesma universidade, em 1996.

Foi também assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados, membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Autoridade de Controlo Comum de Schengen.

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