Mais de 4.300 mortos nos ataques israelitas no Líbano desde março

Cairo, 19 jul 2026 (Lusa) – Pelo menos 4.328 pessoas morreram e mais de 12.200 ficaram feridas nos ataques israelitas contra o Líbano desde 02 de março, número que continua a aumentar devido às mortes nos hospitais e à recuperação de corpos debaixo dos escombros.

O Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública do Líbano informou hoje, num comunicado divulgado pela Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa, que “o balanço total acumulado da agressão até 19 de julho é de 4.328 mortos e 12.229 feridos”.

Não foi especificado quando foram recuperados os últimos corpos, nem o número de mortos nos hospitais após a onda de bombardeamentos israelitas iniciada a 02 de março, poucos dias depois do início da guerra contra o Irão, na qual o aliado libanês de Teerão, o grupo xiita Hezbollah, interveio com ataques contra o Estado de Israel.

A violência no Líbano diminuiu significativamente nas últimas semanas, com a trégua então anunciada entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão e na sequência das advertências de Washington a Israel sobre a continuação dos seus ataques, tanto aéreos como terrestres, contra o território libanês.

No entanto, o Exército israelita continua a bombardear esporadicamente alguns pontos do sul do Líbano e a realizar ataques de artilharia e explosões controladas em algumas zonas meridionais do país, segundo a ANN.

Hoje, o Presidente libanês, Joseph Aoun, encontra-se em Washington para se reunir com altos responsáveis da Administração de Donald Trump, com o objetivo de abordar o cessar-fogo com Israel e a retirada das tropas israelitas das zonas que ocupam no sul do Líbano.

O Governo libanês — sem a participação do Hezbollah — e Israel concluíram na quarta-feira, em Roma, um ciclo de consultas para definir o mecanismo de retirada das tropas israelitas do sul do Líbano, naquela que foi a sexta ronda de contactos para pôr fim às hostilidades.

Essas conversações serviram para aperfeiçoar os detalhes das chamadas “zonas-piloto” no sul do Líbano, das quais as forças israelitas se retirarão e cujo controlo será assumido pelo Exército libanês sem a presença do Hezbollah. Serão implementadas em breve, segundo o Departamento de Estado dos EUA.

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