
Lisboa, 12 ago (Lusa) — Mais de três mil médicos pediram reforma antecipada desde 2011, muitos para continuarem a trabalhar no privado, segundo dados da Federação Nacional dos Médicos, que alerta ainda para a emigração de clÃnicos sem precedentes na história do paÃs.
Numa conferência de imprensa em que realizou um balanço dos últimos quatro anos de governação na área da saúde, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) mostrou preocupação com o abandono de profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer por via da emigração como através de reformas antecipadas.
“É um êxodo de médicos nunca visto no nosso paÃs. Nem no perÃodo da Guerra Colonial houve tantos médicos a saÃrem para outros paÃses. Não porque no seu paÃs não tivessem emprego, mas porque estavam a ser mal tratados, mal remunerados e sem perspetivas de progressão. São centenas e centenas de médicos”, afirmou Mário Jorge Neves, dirigente da FNAM



