
Madrid, 19 jul 2026 (Lusa) – Um incêndio que deflagrou na quinta-feira a cerca de cem quilómetros a norte de Madrid destruiu já mais de 12.000 hectares de floresta, obrigando à retirada de centenas de pessoas, informaram hoje as autoridades locais.
O incêndio florestal, que assola a região de Guadalajara e, em particular, o parque natural da Sierra Norte, não causou vÃtimas até ao momento, mas continua a ser classificado como “difÃcil” pelo presidente da região de Castela-La Mancha, Emiliano GarcÃa-Page, e por outras autoridades locais na rede social X.
Cerca de 350 bombeiros e militares da Unidade Militar de Emergência (UME) estão mobilizados na zona, auxiliados por 25 aeronaves, para tentar controlar as chamas, indicou fonte do posto de comando à comunicação social.
Este incêndio deflagrou numa região florestal e montanhosa, que abriga espécies ameaçadas de extinção, como águias, lobos e borboletas e vem juntar-se a outro, ainda não controlado, que deflagrou na quarta-feira perto de Saragoça, no nordeste do paÃs, e que já consumiu cerca de 16.000 hectares, de acordo com o último balanço feito na noite de sábado por Roberto Bermúdez de Castro, responsável pelas questões de segurança no governo regional de Aragão.
Este incêndio também não causou vÃtimas até ao momento.
A Espanha acaba de passar por um dos incêndios mais mortÃferos da sua história recente, um incêndio florestal que deflagrou na Andaluzia (sul) em 09 de julho, e que causou 13 mortos e destruiu 7.000 hectares.
O paÃs tem vindo a registar, nos últimos anos, ondas de calor cada vez mais longas e frequentes, com temperaturas a ultrapassar largamente os 40°C, criando condições propÃcias a incêndios devastadores.
Em 2025, mais de 393.000 hectares foram destruÃdos pelas chamas, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis), enquanto desde o inÃcio deste ano foram já consumidos cerca de 82.000 hectares de floresta em Espanha.
No ano passado, “um terço da superfÃcie total queimada na Europa” ocorreu em Espanha, recordou o primeiro-ministro Pedro Sánchez, quando se deslocou ao local do incêndio na Andaluzia, onde sublinhou que “os efeitos da emergência climática estão a agravar-se” e avisou para um “verão complicado”.
JLG // FPA
Lusa/Fim



