
Maputo, 10 abr 2026 (Lusa) – A ministra da Educação e Cultura de Moçambique disse que cerca de 10.500 turmas continuam a estudar ao ar livre no paÃs e considerou crÃtica a situação das provÃncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.
“Temos um número maior. Nós estamos com cerca de 10.500 turmas ao ar livre, no geral, dado que nós temos estatÃstico”, disse Samaria Tovela, citada hoje pela comunicação social.
Segundo a governante, as provÃncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte do paÃs, Zambézia, no centro, e Maputo, sul, são as regiões que apresentam a situação crÃtica, apesar das restantes provÃncias de Moçambique também apresentarem problemas com turmas ao ar livre.
“Nós estamos efetivamente [a trabalhar]. Onde há mais problemas, vamos investindo aÔ, concluiu Samaria Tovela.
Em 20 de fevereiro, a ministra da Educação anunciou que milhares de alunos no paÃs vão iniciar as aulas em tendas, face à destruição completa de quase 400 escolas pelas cheias que afetaram o paÃs desde janeiro.
“Temos que nos organizar para que todos os nossos meninos sejam acolhidos nas nossas escolas”, disse Samaria Tovela, avançando que seriam instaladas tendas como “espaços temporários” de ensino e aprendizagem.
Referindo que a intervenção visava principalmente locais onde “há escolas completamente destruÃdas”, reconheceu que em todo o paÃs, mas sobretudo no sul, 1.710 escolas, de diferentes nÃveis, foram destruÃdas pelas cheias de janeiro, incluindo 376 “totalmente destruÃdas”, além de 362 infraestruturas de apoio, como casas de professores e outros equipamentos.
A responsável também avançou, em fevereiro de 2025, que cerca de 8.500 turmas ainda estudavam ao ar livre no paÃs.
“São aproximadamente 8.500 turmas ao ar livre. Como sabemos, quando chove, a criança não pode ter aulas, deve andar de sombra em sombra, e não é isso que nós queremos”, disse Tovela, na altura.
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