
Lisboa, 04 mai 2026 (Lusa) — O ministro da Administração Interna afirmou hoje que o combate à criminalidade nos grandes centros urbanos não deve estar limitado a organizações municipais, propondo um “modelo global” que ultrapasse fronteiras concelhias.
“A urbe não são os concelhos, a urbe é toda a continuidade territorial”, disse Luís Neves, num colóquio em Lisboa organizado pela Polícia Municipal da capital, salientando que a malha urbana da região inclui o território entre Vila Franca de Xira, Cascais, Mafra e margem Sul.
“Penso que levará tempo e não dependerá só de mim”, mas “temos de pensar em que os sistemas possam ser globais” no combate à criminalidade e quando “queremos balancear os nossos meios”, que agora estão organizados por concelhos, explicou Luís Neves, no colóquio coesão social e os desafios da polarização urbana: uma estratégia local de segurança.
“Nos próximos tempos iremos refletir sobre esta ideia aqui [Lisboa], no Porto e no Algarve para que haja constância” no combate à criminalidade em concelhos com malhas urbanas contíguas.
Atualmente, cada município tem “um centro de comando” e, no futuro, “isso pode acontecer, mas é necessário uma continuidade” e “não pode haver compartimentação” de meios, porque “tem de haver uma sequência lógica” no uso dos recursos.
PJA // ZO
Lusa/Fim
