
A nova sede da LiUNA 183, em Vaughan, vestiu-se de Natal. O sindicato realizou o seu tradicional jantar natalício em homenagem aos inspetores de segurança de trabalho e fiscais sindicais. O evento foi realizado no sábado, 20 de dezembro.
Logo à entrada, o ‘Business Manager’ Jack Oliveira fez questão de apertar a mão de todos os convidados. A festa do sindicato reuniu também dirigentes, autoridades e políticos, para homenagear aqueles que zelam e garantem a segurança no trabalho.
“O meu círculo eleitoral de Davenport concentra o maior número de trabalhadores da Local 183 em todo o país, e tenho muito orgulho nisso”, disse a deputada federal Julie Dzerowicz ao Correio da Manhã Canadá (CMC).
“Na minha comunidade, estão os trabalhadores que estão a construir as nossas comunidades, as nossas cidades e o nosso país. E quero dizer: obrigada. Esta noite é para reconhecermos e valorizarmos o trabalho que realizam e para desejar a todos um excelente Natal e tudo de bom em 2026.”
Também o presidente da Câmara de Vaughan, Steven Del Duca, marcou presença. “A sala está cheia de pessoas que trabalham arduamente ao longo de todo o ano pela LiUNA, pelos membros e pelos reformados. E fico muito satisfeito por a Local 183 estar aqui mesmo, na cidade de Vaughan, a melhor cidade do Canadá”, disse.
“Quero agradecer ao Jack, ao Joseph e a toda a equipa da LiUNA: muito obrigado por investirem aqui na nossa cidade, por apoiarem os trabalhadores e por apoiarem a nossa economia. Um feliz Natal e boas festas a todos.”
O encontro aconteceu num momento particularmente sensível. O ano de 2025 foi tudo menos simples para a LiUNA. As tarifas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA) às exportações canadianas, incluindo ao setor energético, trouxeram impactos reais e imediatos para os trabalhadores e para as suas famílias. Projetos ameaçados, custos acrescidos e um clima de incerteza marcaram o setor da construção e das infraestruturas, áreas vitais para a economia e para a soberania do país.
Joseph Mancinelli, Vice-Presidente Internacional da LiUNA, defende o fim imediato das tarifas. “O setor residencial de baixa densidade sofreu muito este ano. Não há qualquer loteamento a ser construído na província de Ontário, e isso deve-se sobretudo às tarifas. Esperemos, por isso, que surjam algum bom senso e alguma clareza nos EUA”, disse Mancinelli ao CMC.
“Não precisamos destas tarifas todas. Estão a prejudicar-se a si próprios, mas estão também a prejudicar-nos a nós. Estão a tornar tudo mais caro. O aço está mais caro, a madeira está mais cara. E, mesmo para os nossos membros, as compras do dia a dia, como os alimentos, estão mais caras.”
Apesar das incertezas, a mensagem que ecoou no salão de eventos foi de união e resistência. A LiUNA lembrou que os seus membros são essenciais para a segurança, a prosperidade e o desenvolvimento do Canadá e que investir em infraestruturas, energia, formação e bons empregos sindicais continua a ser o caminho para economias mais fortes e autónomas.
E houve, sem dúvida, muito a celebrar. O sindicato fez de 2025 um verdadeiro ano de ação, com foco na proteção dos salários, na justiça laboral e no crescimento da organização. Houve avanços concretos nos benefícios, com a integração de fundos que reforçaram coberturas essenciais, melhorias nos acordos coletivos com aumentos salariais significativos e melhores subsídios, e uma aposta clara na formação profissional.
O centro de treino expandiu programas, incorporando novas tecnologias e especializações, sem nunca perder de vista a segurança.
Para Joseph Mancinelli, os avanços neste momento de incerteza foram possíveis graças aos esforços do ‘Business Manager’ Jack Oliveira. “O Jack Oliveira é uma verdadeira força da natureza e é meu irmão. E tenho mesmo de dizer que estou muito orgulhoso do trabalho que ele fez ao construir este sindicato local, numa altura em que atravessava dificuldades. E agora vejam onde está”, disse Mancinelli.
Mancinelli deixou ainda uma mensagem aos homenageados do evento: “Esta noite, temos aqui os delegados sindicais e os representantes de saúde e segurança. Eles são a nossa liderança no terreno. São os nossos olhos, os nossos ouvidos e a nossa liderança no terreno. E tenho muito orgulho no trabalho que continuam a desenvolver.”
Jack Oliveira, por sua vez, celebrou as conquistas mesmo em momentos de incertezas. “Foi um ano muito difícil. Tarifas, governo, muitas negociações – negociámos cerca de 40 contratos de trabalho. Acho que, mais uma vez, isso prova que a 183 não vai atrás do possível. Vamos sempre atrás do impossível. O nosso trabalho nunca tem fim”, disse.
Entre desafios globais e conquistas locais, a festa de Natal da LiUNA Local 183 foi mais do que uma celebração natalícia. Foi uma afirmação coletiva: de reconhecimento a quem protege, de compromisso com quem trabalha e de confiança num futuro que, mesmo em tempos difíceis, continua a ser construído, todos os dias, com trabalho, solidariedade e ação.
