
A lideranças políticas canadianas já reagiram à recente condenação do ex-polícia responsável pela morte de George Floyd. E o primeiro-ministro Justin Trudeau, lembra que o racismo sistémico não acontece só nos Estados Unidos…mas também no Canadá.
A decisão mais esperada pelos norte-americanos, em particular pela comunidade negra e de grupos como o Black Lives Matter. Derek Chauvin, o ex-polícia de Minneapolis foi considerado culpado e condenado por homicídio em segundo e terceiro grau e de homicídio involuntário. Uma decisão acompanhada de muito perto por várias lideranças políticas canadianas, e também por grupos ativistas e atletas do Canadá.
Justin Trudeau, o primeiro-ministro canadiano, reagiu através de uma publicação do Twitter, onde pode ler-se: “Hoje, nos Estados Unidos, vimos a responsabilização pelo homicídio de George Floyd. Mas não se engane, o racismo sistémico e o racismo contra negros ainda existem. E existem no Canadá também. O nosso trabalho deve e vai continuar”.
Em entrevista, Trudeau classificou o veredicto como “boas notícias” e ressalvou que mais trabalho precisa de ser feito no Canadá para combater o racismo. E acrescentou que a controvérsia em torno da morte de George Floyd “criou o impulso necessário para gerar algumas mudanças reais e para tornar as sociedades mais justas e inclusivas para todos”.
Em junho do ano passado, o líder canadiano juntou-se, de surpresa, a milhares de pessoas num comício anti-racismo, ajoelhando-se ao lado dos manifestantes. Um gesto usado para protestar contra a brutalidade policial e contra o tratamento dado pela polícia norte-americana aos cidadãos de etnia negra.
Mas o apoio das lideranças políticas canadianas estendeu-se até ao partido da oposição. Erin O’Toole, líder do Partido Conservador, escreveu num tweet que “foi feita justiça”. “O racismo não tem lugar na nossa sociedade e a brutalidade nunca deve fazer parte do uso de uma farda policial”, pôde ler-se no tweet.
Já o líder do NDP, Jagmeet Singh, também recorreu às redes sociais para mostrar o apoio ao veredicto, dizendo que “não mudará todo um sistema e não erradicará o racismo sistémico enraizado nas instituições canadianas”. Mas acrescenta que, “em memória de George Floyd, é um pequeno passo na direção certa.”
Recorde-se que George Floyd morreu após ter sido detido numa rua, em Minneapolis, pelo do agora ex-polícia Derek Chauvin, que pressionou o joelho no pescoço de Floyd por mais de nove minutos, provocando a morte do civil. Uma situação que foi filmada e que gerou muita controvérsia nos EUA.
