
Portalegre, 12 jul 2026 (Lusa) – O lÃder do PS voltou hoje a considerar que relativamente aos exames o primeiro-ministro “falhou também numa área onde não podia falhar”, lamentando que tenha optado por “respostas levianas” sobre esta situação.
“Significa isto que o Governo, o primeiro-ministro, falhou também numa área onde não podia falhar que é a área da avaliação dos nossos jovens que querem concorrer ao ensino superior”, disse.
“O que se esperava era que desse uma palavra aos portugueses sobre este momento crÃtico que estão a viver e o que fez o primeiro-ministro, em vez de uma comunicação formal, oficial, com a equipa da Educação, explicar à s pessoas o que é que está a ser feito, o primeiro-ministro apareceu num festival de música com declarações levianas sobre um tema que é tão importante para os jovens portugueses e para as famÃlias portuguesas”, criticou.
José LuÃs Carneiro, que falava na cerimónia de encerramento do congresso da Federação Distrital de Portalegre do PS, acusou ainda o Governo de “desmantelar”, entre outros serviços, a Direção-Geral de Educação e de ter provocado o “caos” na classificação dos alunos na sequência dos exames.
Ao longo de um discurso com mais de trinta minutos, o secretário-geral do PS acusou também o Governo de ter “prometido tudo e a todos”, mas “está a falhar em tudo e a todos”.
Na sequência desta critica, o lÃder do PS considera que o Governo falhou no setor da habitação e, relativamente aos cuidados de saúde, acusou LuÃs Montenegro de ter prometido “facilidades”, com a atribuição de médicos de famÃlia para todos os portugueses “até dezembro de 2025” e a redução das listas de espera nas cirurgias.
“Dois anos passados o que acontece é que nós hoje temos mais pessoas sem médico de famÃlia, temos hoje um milhão e seiscentos mil portugueses à espera de um médico de famÃlia e, pior, as listas de espera para cirurgias aumentaram e as listas de espera para cirurgias oncológicas aumentaram também”, disse.
Durante o seu discurso, José LuÃs Carneiro acusou ainda o Governo de ter “falhado” na setor da economia.
Apostado em combater o custo de vida, caso o PS governe, o lÃder socialista lamentou que o Governo não tenha acolhido nos últimos tempos as propostas do PS para várias áreas, como a habitação, novo aeroporto de Lisboa e privatização da TAP.
“Nós não estamos cá para trabalhar para nós próprios, para dentro do PS, o nosso dever é trabalhar para servir o paÃs e foi isso que procurámos fazer desde a primeira hora e, em nenhuma destas áreas, o Governo mostrou abertura para aceitar as propostas, as sugestões do PS. Portanto, não nos podem assacar com quaisquer responsabilidades, porque nós em todos os momentos, sempre que criticámos, apresentamos uma alternativa”, alertou.
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