Lei de emergências: Provas do CSIS vão acontecer à porta fechada

FOTO: Matt_HorwoodWS TWITT
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As provas do Serviço Canadiano de Informações de Segurança vão ser mantidas longe dos olhos do público. A decisão foi tomada na quarta-feira pelo comissário que supervisiona o inquérito da Lei de Emergências.

O testemunho do Serviço Canadiano de Informações de Segurança (CSIS) sobre a decisão do Governo federal de invocar a Lei de Emergências vai desenrolar-se à porta fechada. O comissário que supervisiona o inquérito decidiu, no final de quarta-feira, 26 de outubro.

O juiz Paul Rouleau concordou com a afirmação do Governo de que as provas a serem apresentadas à Comissão de Emergências da Ordem Pública – se tornadas públicas “seriam prejudiciais à segurança nacional”.

“Tendo considerado as representações do Governo, estou satisfeito por ter sido cumprido o ónus de estas provas serem ouvidas na ausência do público”, escreveu Rouleau na decisão.

“As provas serão chamadas pelo advogado da Comissão com experiência em questões de segurança nacional”.

De acordo com o pedido do Governo, a informação que gostariam de manter fora dos olhos do público envolve o papel do Serviço Canadiano de Informações de Segurança (CSIS) em resposta aos chamados protestos do “Freedom Convoy” que provocaram o caos nas ruas do centro de Ottawa durante três semanas no início deste ano.

Embora Rouleau tenha decidido a favor do Governo, o juiz disse que a decisão tomada trata apenas da forma como as provas vão ser inicialmente apresentadas diante da comissão, o que significa que o comissário poderia decidir mais tarde que algumas provas não precisam de ser mantidas confidenciais.

“Posso decidir que algumas ou todas as provas podem ser tornadas públicas, por exemplo, sem revelar informações que devem permanecer confidenciais”, decidiu Rouleau.

Espera-se que surjam várias testemunhas de agências de inteligência, à medida que o inquérito continua a decorrer.