Justin Trudeau recusa rampa de lançamento para eleição

FOTO: FACEBOOK TRUDEAU
FOTO: FACEBOOK TRUDEAU

Justin Trudeau diz que o orçamento federal não é uma rampa de lançamento para uma eleição no final deste ano. Apesar disso, o primeiro-ministro do Canadá diz que cabe ao Parlamento decidir.

O primeiro-ministro Justin Trudeau insiste que o orçamento federal apresentado na segunda-feira não pretende ser uma plataforma de lançamento para uma eleição no final do presente ano.

No entanto, Trudeau diz que cabe ao Parlamento decidir se vai existir ou não uma eleição antes do final do ano.

Parece, ao fim e ao cabo, sugerir que Trudeau não pretende puxar a ficha do Governo liberal minoritário a que pertence. No entanto, não exclui a possibilidade de que os liberais possam tentar preparar uma derrota nas mãos dos partidos da oposição. Os três teriam de votar na falta de confiança no Governo para o poderem derrubar e, assim, forçar uma eleição.

Trudeau comentou, durante uma entrevista online, que os partidos da oposição e alguns especialistas estão a chamar o plano económico de orçamento eleitoral.

Diz Trudeau e passo a citar: “é incrível para mim que as pessoas possam olhar para um orçamento que está focado em apoiar as pessoas, tanto no curto prazo, quanto na construção a longo prazo, e dizer, ‘Oh, é apenas uma eleição’”.

O primeiro-ministro completa ao dizer:

“Não, não se trata de uma eleição. Trata-se de dar às pessoas o apoio de que precisam. Trata-se de obter o equilíbrio certo entre estar presente agora para as pessoas, enquanto elas continuam a precisar de apoio por causa dos impactos causados pela pandemia. O orçamento serve para ajudar os nossos negócios a se recuperarem desta recessão. Este é o trabalho de um Governo, especialmente na saída de uma crise.”, garantiu Justin Trudeau.

Questionado sobre se descartaria uma eleição este ano, o líder do Canadá disse que está focado em fazer o país superar a pandemia embora tenha escapado as palavras que se seguem: “Estamos num Governo de minoria agora. Caberá ao Parlamento decidir quando serão as eleições.”