José Luís Carneiro diz que quem quer dialogar com a UGT deve pedir diretamente

Viseu, 10 mar 2026 (Lusa) — O secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, disse hoje que é à União Geral dos Trabalhadores (UGT) que Hugo Soares deve pedir para dialogar e não ao PS como hoje desafiou.

“É muito simples. Se o doutor Hugo Soares quer dialogar com a UGT, deve dirigir-se à UGT e não ao secretário-geral do Partido Socialista”, reagiu José Luís Carneiro quando questionado pela agência Lusa sobre o desafio lançado por o líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Hugo Soares.

Hoje, na abertura das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem até quarta-feira em Caminha (Viana do Castelo), Hugo Soares apelou ao secretário-geral do PS que peça à UGT para voltar à mesa das negociações sobre o pacote laboral em vez de “decretar a morte do diálogo social”.

O dirigente do PSD criticou José Luís Carneiro por ter também hoje exigido ao primeiro-ministro explicações sobre a aparente falta de acordo na concertação social sobre legislação laboral, acusando o líder do PS de querer “encerrar já o diálogo”.

O secretário-geral do PS defendeu hoje que o primeiro-ministro, “se não é capaz de promover entendimentos fundamentais” para o país, deve explicar-se, referindo-se à aparente a falta de acordo entre o Governo e os parceiros sociais em relação ao pacote laboral.

“Queria ser ele a decretar, permitam-me a expressão, a morte do diálogo social. Eu julgo que era muito mais motivador, muito mais responsável, era até muito mais bem visto por parte dos portugueses (…) que tivesse aproveitado hoje o dia para apelar ao Governo para voltar às negociações – de onde nunca saiu – mas apelar, por exemplo, à UGT que pudesse voltar ao diálogo na concertação social”, afirmou Hugo Soares.

E, recuperando uma frase dita por Augusto Santos Silva – então ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo do PS -, assegurou que o PSD dá muita importância à concertação social.

“Quando eles querem que se ponha um ponto final na concertação social, nós queremos estimular o diálogo, porque as portuguesas e os portugueses sabem que nós não somos daqueles que acham que a concertação social é uma feira de gado”, afirmou.

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