Investigadores da Western University estudam novas tecnologias da IA na saúde auditiva

FOTO: Western University

Durante décadas, a perda de audição implicou visitas frequentes à clínica, ajustes finos e acompanhamento especializado. 

Hoje, ferramentas digitais e aplicações móveis permitem ao utilizador personalizar características como redução de ruído, foco na fala e volume, através de ligações sem fios a auscultadores e aparelhos auditivos. 

Alguns dispositivos de consumo, como os AirPods 3 com capacidades auditivas, demonstram o potencial destas tecnologias para ampliar o acesso. No entanto, em certas regiões estes produtos ainda dependem de prescrição médica ou não estão disponíveis devido a leis que protegem a saúde pública. 

Os especialistas esclarecem que, apesar das funcionalidades avançadas, estas soluções não substituem a avaliação profissional, que garante um ajuste preciso e integrado às necessidades auditivas individuais.

Investigadores da Western University de London, em Ontário,  estão a estudar como ferramentas digitais podem melhorar a experiência auditiva. 

A aposta passa por modelos híbridos: o audiologista faz a configuração inicial enquanto o utilizador ajusta, em tempo real, via aplicações móveis.

Este enfoque contribui também para reforçar a relação entre profissional e utente, promovendo educação e acompanhamento contínuo. Além disso, a formação de futuros audiologistas integra agora estes recursos digitais como parte da prática clínica, preparando quem entra na profissão para um cenário cada vez mais tecnológico.

As novas gerações de tecnologias auditivas estão a aproximar a assistência tradicional e as soluções digitais, com mais autonomia para o utilizador — mas sempre com supervisão especializada no centro do processo.