
Faro, 14 jul (Lusa) – A descoberta de semelhanças nos mecanismos que regulam a reprodução, no mosquito da malária e no homem, pode abrir novas perspetivas de estudo da doença, explicou hoje à Lusa um dos responsáveis por esta investigação, na Universidade do Algarve (UALg).
“Descobrimos pela primeira vez que, na verdade, o sistema das alatostatinas [AST-A] dos mosquitos e do sistema Kisspeptina [KISS] dos humanos tiveram uma origem comum”, o que pode permitir, no futuro, o controlo da reprodução e alimentação de insetos que dependem do sangue para se alimentarem e reproduzirem, contou o investigador João Cardoso à agência Lusa, que partilha com Deborah Power a responsabilidade deste estudo.
Desde 2009, oito investigadores do Centro de Ciências do Mar da UALg trabalham em colaboração com o Instituto de Medicina Tropical, neste estudo financiado pela Fundação Para a Ciência e Tecnologia (FCT).
