
Lisboa, 03 out (Lusa) – O relatório preliminar da comissão parlamentar de inquérito às compras de material militar por Portugal conclui não existir “qualquer prova” ou “indício” de ilegalidades por parte dos “decisores políticos e militares nos concursos”.
No documento a que a agência Lusa teve acesso, entregue com cerca de oito horas de atraso face ao prazo previsto devido a problemas informáticos na formatação do texto, lê-se que a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas de Aquisição de Equipamentos Militares (aeronaves EH-101, P-3 Orion, C-295, F-16, torpedos, submarinos U-209 e blindados Pandur II) realizou “o mais exaustivo trabalho de audição, contraditório e recolha documental até hoje realizado na Assembleia da República” sobre o assunto.
“Dos trabalhos da comissão não se retirou qualquer prova ou sequer indício de cometimento de ilegalidades pelos decisores políticos e militares nos concursos analisados”, atesta a deputada-relatora, a social-democrata Mónica Ferro, garantindo que “nenhum decisor político atual ou antigo ficou por ouvir” e que “nenhuma pergunta ficou por fazer”.



