
Um dos maiores bancos comerciais do Canadá criticou recentemente o Governo federal, por considerar que não está a ajudar a combater a inflação. Num relatório, o Scotiabank aponta o dedo aos gastos federais. Chrystia Freeland defende o Governo e garante que o orçamento é “muito responsável”.
Um corte nos gastos planeados pelo Governo federal pode ajudar a domar a inflação desenfreada e a reduzir a pressão sobre o Banco do Canadá para aumentar as taxas de juros.É o que consta de um novo relatório do Scotiabank.
O documento afirma que os formuladores de políticas fiscais canadianos “não estão a fazer nada de significativo para desacelerar a inflação”.
Os autores argumentam que o corte de gastos é capaz de reduzir a pressão sobre o Banco do Canadá e do setor privado, nas respetivas tentativas de controlar a inflação.
A análise do Scotiabank foi divulgada quando a vice-primeira-ministra e ministra das Finanças do Canadá se reuniu com a chefe do Tesouro dos Estados Unidos,em Toronto. Chrystia Freeland e Janet Yellen falaram sobre os esforços conjuntos para combater a inflação global.
O banco projeta que, se os federais aumentarem os seus gastos em 2,5% até o final de 2024, em vez do aumento atualmente planeado de 4,8%, o Banco do Canadá poderá completar o seu ciclo de aumento da taxa de juro em 2,25%.
Freeland, contudo, disse sentir que o último orçamento federal vai longe o suficiente para limitar os gastos do Governo.
A governante considera que a taxa de consolidação fiscal está empatada coma mais rápida no G7, a par dos Estados Unidos.
Freeland reitera que a responsabilidade de reduzir a inflação pertence, sobretudo, ao Banco do Canadá. Por outro lado, garante que o plano de gastos para 2022 é um “muito responsável” do ponto de vista fiscal.



