
Há cada vez mais canadianos a acharem que a inflação veio para ficar. É o que revelam os novos dados do Banco do Canadá.
Dois novos relatórios do Banco do Canadá revelam quais as expectativas das empresas e dos consumidores canadianos no que toca à inflação.
De acordo com o banco central, as empresas antecipam que a inflação a curto prazo aumente. Um sentimento que se agravou, em comparação com um inquérito anterior.
Por outro lado, os empresários esperam que o crescimento das vendas comece a desacelerar e volte ao normal, na sequência da rápida recuperação da pandemia.
A escassez de mão de obra e os problemas na cadeia de abastecimento continuam a ser questões-chave. De acordo com o banco, os contratempos na cadeia de abastecimento demoram agora mais tempo a serem resolvidos do que no passado.
Em resposta, as empresas estão a reconfigurar as cadeias de abastecimento e a manter mais stock do que o normal. Por outro lado, a maioria dos empresários planeia investir e contratar mais.
Enquanto isso, o banco sugere que as expectativas dos consumidores em relação à inflação também aumentaram. Os canadianos estão, sobretudo, preocupados com os preços da alimentação, da gasolina e das rendas.
A expectativa em relação ao aumento dos preços e das taxas de juro está a afetar a confiança do consumidor.
De acordo com o banco, os canadianos mais pobres e mais velhos estão mais preocupados com os preços da alimentação e das rendas do que os entrevistados mais jovens e as famÃlias com rendimentos mais altos.
Para lidarem com a inflação, diz o banco, os consumidores têm cortado gastos, adiado grandes compras, procurado descontos e opções mais baratas. Um comportamento mais prevalente entre os canadianos com menos dinheiro.



