Inflação na OCDE abranda para 4,2% em junho com queda temporária na energia

Lisboa, 04 ago 2026 (Lusa) — A inflação na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), abrandou para 4,2% em junho, face a 4,6% em maio, após três aumentos mensais consecutivos.

A moderação “temporária” dos preços da energia está na origem deste abrandamento da inflação, explicou a OCDE em comunicado. Em comparação com maio, a inflação de energia recuou 4,0 pontos percentuais (p.p.) em junho, para 11,7% em termos anuais, com quedas em 24 dos 37 países da OCDE com dados disponíveis.

A inflação geral, medida pelo IPC, caiu em 20 países da OCDE, subiu em seis e manteve-se estável ou praticamente estável em 12.

Em junho, a inflação estava em 2% ou abaixo desse patamar em nove países da OCDE, sendo inferior a 1% em três deles.

A inflação dos produtos alimentares recuou 0,2 pontos percentuais para 3,4%, a mesma redução registada pela inflação subjacente (que exclui as variações de energia e alimentos), que ficou em 3,6%.

Nas economias mais desenvolvidas, que compõem o G7, a inflação caiu 0,5 p.p. para 3%, com quedas em todos os membros do grupo, exceto no Japão, onde os preços subiram 0,2 p.p.

Na zona euro, a inflação harmonizada recuou 0,4 p.p. para 2,8%, devido à queda nos preços de energia e alimentos, que atingiram os níveis mais baixos em cinco anos.

Nos países do G20, que incluem economias em desenvolvimento, a inflação global caiu 0,2 p.p., situando-se em 4,1%. Houve uma queda significativa na China, enquanto a inflação acelerou na África do Sul, na Argentina e na Indonésia, e manteve-se estável na Arábia Saudita, no Brasil e na Índia.

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